quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A regressar... aos poucos e poucos...

Neste momento olho para a minha filha que dorme… e invejo-a.
Quero voltar a ter a sua vivacidade e a sua inocência de criança.
Mas não posso.
Cresci. Senti. Vivi. Sou adulta.
A vida marcou-me com inúmeras coisas maravilhosas e com algumas difíceis de gerir.
Ainda assim sorrio sempre.
Acho que o sorriso é a maior arma que podemos ter nesta batalha que é ser adulto.
Até quando choramos devemos sorrir porque conseguimos mostrar as nossas emoções e não fugir delas.
É isso que as crianças nos recordam.
Da boa disposição passam à birra em dois segundos e vice-versa.
Hoje fui adulta-criança.
Tive de ir a uma missa que homenageava os que já partiram. Convocaram-me por causa da minha estrela.
O meu lado adulto advertia-me a não ir por saber que seria emotivo. O meu lado de criança dizia que tinha de viver o que tenho cá dentro.
Fui.
Cheguei atrasada. Mas não precisava ter chegado mais cedo.
A energia das emoções das pessoas presentes estava lá e o meu adulto escondeu-se.
Deixei a minha criança reagir.
Respirei fundo e senti.
Falei com a minha estrela… como só as crianças acham que é possível que se fale.
Emocionei-me.
Fiquei triste por não a ter aqui.
Fiquei feliz por sabê-la sempre perto. Sempre comigo.
Vim-me embora emocionada. Não tinha como conter as lágrimas.
Perguntei porquê porque ao fim de quase quatro anos ainda não tenho resposta a todas as minhas perguntas… e talvez só as tenha quando fechar os olhos.
Tenho de aprender a lidar com isso como uma criança lida com os ensinamentos da mãe.
Não sabem bem o porquê das regras mas as mães fazem-nas sentir que tem de ser assim.
Conduzi de lágrimas nos olhos com a certeza de que iriam parar porque tinha de voltar a ser adulta e estar com a minha filha mais velha.
Respirei fundo e tive ainda mais certezas de que em quatro anos tenho traçado o caminho certo.
O do amor.
Da luta pela paz interior.
Do amor-próprio.
Do fazer a vida valer a pena. De a aproveitar ao máximo.
De ter pouco mas ter muito.
Ter o que realmente importa.
Antes de voltar a ser adulta a minha criança sorriu entusiasmada e decidida a continuar a viver dentro do adulto que tenho de ser… mas sempre à espreita para uma boa gargalhada, para um beijo cheio de amor, para um abraço apertado, para uma troca de sorrisos…
Tudo o que não tem preço…

E que me faz verdadeiramente feliz.

terça-feira, 8 de março de 2016

Não fosse a mulher...

... o furacão que é não teríamos chegado aos dias de hoje.
Por isso nos chamam de melgas, galinhas, peruas, leoas, papagaias... e por aí segue o manancial de nomes.
Que daqui a uns anos hajam ainda mais nomes para nos chamar.
Será sinal de que conquistámos mais terreno igualitário, mais justiça e fizemos ainda mais História.
Que o mundo de amanhã seja um lugar melhor para a mulher que ajudo a crescer todos os dias (a minha filha) e todas as mulheres que serão o amanhã.
Feliz Dia das Mulheres Hoje e o resto do ano

segunda-feira, 7 de março de 2016

Batota! Dias 4, 5 e 6!


Batota, eu sei! 
Era suposto ser uma música por dia,.. e não estou a conseguir cumprir o desafio!
Ainda assim fica esta música que cada vez canto mais e me serve de inspiração.
Não esqueço os problemas, mas relativizo-os e sigo em frente porque a vida é linda e demasiado importante para se perder tempo com que não vale a pena. 
Fazer esta triagem nem sempre é fácil... mas tal como um e-mail que recebi hoje o lema é: amarmo-nos e aprender a estabelecer limites: "sem limites não há compaixão e sem limites não há empatia."
Boa semana :)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dia 3 - O tempo não pára


A música que marcou o meu regresso a Portugal e cuja letra faz cada vez mais sentido no que diz respeito ao modo como olho a vida e desejo vivê-la.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Dia 2 - 2ª Música

Atrasada no desafio que me coloquei, mas com a música na cabeça.
Esta música tornou-se numa das músicas da minha vida, por uma série de coincidências, aquando os dias mais tristes da minha vida.
Sinto-a desde então como uma mensagem...e a verdade é que ela surge do nada quando ando mais pensativa e em tomadas de decisão.
Até a Joana a canta e adora sem saber o que significa para mim.
Desde ontem que penso na música e esta manhã a minha filha brindou-me com ela, enquanto nos preparávamos para sair de casa.
A verdade é que este "shine bright like a diamond", só me diz que tenho de manter a minha luzinha interior acesa e não deixar que nada nem ninguém a apague.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Bem-vindo Março

Março chegou com um belo dia de sol e eu entrei em contagem decrescente para chegar ao último ano da década de 30.
Como o número me está a fazer confusão, apenas porque sinto o tempo a voar... e porque como não tenho escrito e tenho de o voltar a fazer decidi colocar me um desafio: Até ao meu aniversário no fim do mês vou ter de partilhar uma música por dia que me diga algo. 
Começo por esta que não me sai da cabeça. 
A minha vida tem sido um bico de obra mas continuo e continuarei sempre a aproveitar tudo ao máximo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Passaram 3 anos (e passará uma vida inteira)...



Mas a promessa continua a mesma: fazer um castelo com as pedras que encontro no caminho. 

Por ti, Leonor, pela tua irmã, Joana... continuo a sorrir todos os dias e a construir o nosso castelo de mãe e filhas. <3

Ontem acordei decidida a não pensar muito que era o dia em que partiste, mas desde as 8 da manhã de ontem e até hoje que o Universo conspirou e as mensagens chegaram.
Diversas. De pessoas distantes. De quem ao nosso lado esteve. De quem nos quer bem.
Percebi que o caminho não é tentar evitar a dor que este dia me traz... é outro!
Por isso, 3 anos depois de decidires voltar a ser o anjo, que acredito que eras e és, renovo a promessa de não deixar que as pedras me vençam. Tropece ou não nelas. Com ou sem nódoas negras... o castelo será construído. 




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


Até já meu anjo...

Há pouco tempo enviaram-me o texto onde se lê no fim:"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo."

A vida tem-me ensinado a fazer isso mesmo. Com as pedras que tenho tido no meu caminho aprendi a  fazer um castelo. Um castelo com um príncipe amoroso e fantástico e duas princesas maravilhosas e especiais.

Desde o primeiro momento em que começou a ganhar vida dentro de mim, a Leonor ensinou-me que nada se planeia. Vive-se um dia de cada vez e tudo muda num segundo. Não é que eu já não soubesse, mas a Leonor sempre se certificou que eu não esquecesse esta lição. Mesmo quando decidiu que chegou a sua hora, voltou a fazê-lo.

Florbela Espanca escreveu que “amar alguém o mesmo é que atirar pétalas ao vento”. Amar também é deixar ir e por isso é que com o coração quente por sentir a alma da minha pirralhinha que sinto que a minha princesa volta para onde veio e que nos vai iluminar hoje e sempre.

Agradeço-lhe e a quem lá mais alto tudo gere esta dádiva de 4 meses. Este amor que nunca acabará. 

Somos 3 fisicamente e seremos 4 para a eternidade.

Até já minha pirralhinha, meu anjo… A nossa eterna guerreira