quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Estou mais rica...

... e não me saiu o Euromilhões :)
A L. nasceu no dia 14 de Setembro de cesariana marcada, pois era véspera das 40 semanas e nada de sinal. Com a cesariana da J. no CV de mãe e sem poder aguentar mais lá fui eu. Não sou de todo abençoada para as maravilhas do parto normal e tenho de ser esventrada.
Os nervos eram mais que muitos para ter a certeza de que a pirralha mais pequena nascia saudável. Após algumas horas de espera porque o bloco operatório estava em stand-by, para uma abençoada mãe que estava em trabalho de parto, lá fui eu pelo meu próprio pé. Sentadinha na mesa do bloco observei toda a preparação cheia de vontade de memorizar tudo, pois pode vir a ser útil nas lides da escrita, mas com a certeza de que o nervoso miudinho era tão grande que quase nada ia ficar gravado na memória, que de si já estava má... e ainda não voltou ao normal um mês depois.
Às 15h57 (acabo de perceber que estou em falha e ainda não vi o ascendente da pequenina, nem parece coisa minha!) nasceu a L., que gritou mal foi tirada e não se calou sentada nas minhas pernas. Da J. não tinha tido a oportunidade de ver o bebé sujo e o cordão umbilical. A L. estava ali em cima da minhas pernas a gritar ao mundo e estávamos ainda ligadas. Não há nada que apague este momento. Mesmo sendo mãe pela segunda vez este milagre da vida não tem explicação. Na memória até ao momento a minha vida se esvair não vou esquecer quando beijei a J. mal ela me foi posta ao lado e ela se calou e a minha L. pequenina ali ainda ligada a mim.
Alguns dos medos foram-se. Outros vieram. Faz parte desta coisa de ter um recém-nascido nos braços. A verdade é que a L. tem estado a crescer muito bem, apesar de ter nascido pequenina - 46cm e 2,770kg. Quando está a mamar observo-a e o meu coração explode. Tenho duas filhas que me completam e me realizam como mulher. Olho para trás e agradeço a Deus ou a quem quer que tenha encomendado esta rapariga que decidiu aparecer de surpresa (apesar de desejada). Com tudo o que aconteceu este ano com o meu desemprego teria adiado o projecto de ser mãe outra vez e agora com a L. nos braços, penso que não poderia deixar de a ter. Aos "culpados" (além de mim e do meu querido Mig, claro) o meu muito obrigada. Com ou sem trabalho, aqui ou noutro sítio qualquer a minha vida ganhou riqueza, ganhou mais amor, mais brilho, mais encanto com o nascimento da minha L.
Não posso estar mais feliz por esta dádiva que é ser mãe. Sim é verdade, apesar da falta de sono, das olheiras e ter a maminha de fora de 2h30 em 2h30.

Sem comentários:

Enviar um comentário