quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Magia...

do Natal e da Vida.
O Natal é  quando quisermos que seja. Mais do que a celebração católica ou a correria e preocupação desmedidas em comprar presentes, o Natal é MAGIA.
Este ano, já tive, já  tivemos Natal. Para aproveitar o facto de estarmos todos juntos e de este ser o primeiro em 9 anos que eu e o meu Mig, o vamos passar separados, e o primeiro da Joana sem o pai, decidiu-se fazer Natal familiar mais cedo, a 1 de Dezembro. E não é que parecia mesmo Natal?
O Miguel lá se vestiu de Pai Natal, depois de uma aventura em improvisar roupa, já que o fato que comprou na loja do chinês era do tamanho de criança.
Com a Joana colada à janela a olhar para o céu pois a vóvota disse-lhe que tinha visto passar o trenó, improvisámos histórias do porquê do Pai Natal está a demorar.
- Deve ter ido fazer um xixi - disse eu.
- E se calhar cocó, mãe. - salientou a Joana. E se calhar também dar um pum. - fez questão de acrescentar.
A inocência das crianças é deliciosa e chega a fazer inveja aos adultos moldados pelo crescimento e pela sociedade.
De olhos postos na varanda, arregalou os olhos que ficaram incandescentes de tanto brilho, assim que viu o Pai Natal assomar na varanda. Com a sala pouco iluminada para que não se visse a indumentária ( que só vestia a parte da frente do corpo do Mig) improvisada com uma manta vermelha do IKEA e fita isoladora, o Pai Natal ficou a uma das janelas da sala. Perguntou pela Joana que timidamente disse olá e que ele podia entrar.
Agarrada à minha perna estava no seu mundo de criança a realizar as conversas do último mês. Apesar de não se calar com um boneco de máscaras, vibrou e pulou de felicidade ao abrir o presente deixado pelo Pai Natal: uma tenda.
Em menos de cinco minutos nós, os adultos, viajámos ao sabor da inocência e da imaginação da minha Joana. No dia seguinte contou aos amigos o seu privilégio de ter o Pai Natal mais cedo na sua casa. Com o coração quentinho por ter visto o senhor das barbas brancas, a minha peste doce faz da sua tenda (que não era um pedido natalício) as delícias do seu dia-a-dia.
A verdade é que mais do que o presente x,y ou z a importância para as crianças está na MAGIA. Aquela que nos faz sonhar e acreditar que tudo é possível.
A MAGIA que não devemos perder à medida que crescemos.
A MAGIA que devemos forçar-nos a manter nas nossas vidas.
A MAGIA que, por mais pequena que seja, nos ajuda a superar os momentos mais difíceis e a ver uma luz ao fundo do túnel, mesmo quando ela ainda lá não está.

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