terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A sexualidade dos nossos filhos

No meu caso, das minhas filhas.
Ontem ao ler a seguinte notícia do Expresso: http://expresso.sapo.pt/centenas-de-casais-igayi-deram-o-no-em-washington=f772746 e depois de ver as respectivas fotografias, uma vez mais reiterei na minha mente, que a sexualidade das minhas filhas só me importa no sentido de que sejam bem resolvidas e felizes.
Há pouco tempo perguntaram-me o que eu faria se uma das minhas filhas fosse lésbica. Respondi que seria uma preocupação acrescida, porque as pessoas são cruéis e, caso isso aconteça elas poderão sofrer um pouco mais, por serem consideradas (como dizem) "diferentes".
A mim importa-me que as consiga educar para que estejam bem com elas próprias e com a sua sexualidade, seja ela padrão ou não.
A mim importa-me que as minhas filhas não se importem com o que digam delas.
A mim importa-me que as minhas filhas me digam que são felizes. Que amam e se sentem amadas.
Há fotos desta notícia do Expresso que falam por si só. Muitos casais, decerto juntos há anos, como o caso as senhoras de mais idade, que se amam há anos e que estavam impossibilitados de poder casar como todos os outros seres humanos, apenas porque a sua sexualidade não implica a reprodução e a tabela das coisas certas de muitos. Coloco-me no lugar desta gente, no que passou, no que chorou, no que sentiu, no que teve de lutar dentro de si e com os outros, para poderem ser quem são. Ser lésbica ou homossexual implica ser diferente. Implica um olhar de lado. Implica um não és normal ou um és isto ou aquilo.
Como mãe e querendo apenas que a sexualidade das minhas filhas (quando chegar a altura) seja a coisa mais natural e fácil para elas, penso que só tenho de as educar para serem felizes. Com quem e como? É se secundário. Não é o sexo que prevalece  mas sim os valores do amor, do carinho, da atenção, da compreensão, da união que é precisa numa relação.
O conto de fadas continua a ser entre um príncipe e uma princesa... defendem-me que é a questão da genética que tem de prevalecer, o passar de gerações. Tudo isso continuará a acontecer e o mundo será um lugar melhor quando ninguém se sentir mal e tiver vontade de se esconder seja porque é homossexual  gordo, magro, zarolho ou o que for.
É isto que vou passar às minhas filhas: "Sejam vocês mesmas e façam o favor de ser felizes"

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