sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Há dias assim...

... em que se quer escrever sobre uma coisa gira, mas a que mais nos palpita no peito não nos faz sorrir assim tanto.
A minha pirralha mais velha está triste com o regresso do pai a Inglaterra e isso notou-se nestes dias. Não que chore, mas já me disse duas vezes que tem saudades do pai. Expliquei-lhe que eu também e combinámos pedir mimos uma à outra quando sentirmos saudades.
A verdade é que a minha peste doce, apesar de mega feliz com a sua mana tão desejada, perdeu espaço no meu horário para ela, que agora é muitas vezes dividido com a irmã, apesar dos meus esforços e com a ausência do pai, está mais mimosa. Tirando as birras manipuladoras para tentar conseguir o que almeja, a peste doce, está a aprender a lidar com esta nova fase da nossa vida.
Sei que não vai ficar traumatizada, mas ver o meu bebé a lidar com este sentimentos aperta o coração. A verdade é que este é apenas um momento menos fácil da sua vida. igual a tantos e tantos que viverá pela vida fora.
E no meio de coisas menos sorridentes, faz-me sorrir a forma como nos unifica e que projeta na irmã o que sente. A irmã chorava ontem com cólicas e a J. apressou-se a dizer:
- A mana está a chorar porque também tem saudades do pai, mãe.
Não é de partir o coração e enchê-la de beijos?!
A minha loirinha pequenina está uma menina e o bom destes dias em que nos voltamos a habituar a viver sem ser a 4, são as conversas sobre a vida que nos espera.
- Na televisão em Inglaterra só se fala em inglês, não é mãe?
Apesar de estar bem onde estou, não vejo a hora de vivermos em família outra vez.
Estamos unidos e certos de que demos o passo mais acertado para o nosso futuro e das nossas filhas, e vamos buscar forças para o que temos pela frente, ao que sentimos, ao que nos une e ao que a 4 temos construindo e vamos construir.
Na soma de tudo, sobressaem o sorrisos, as palavras de afecto, a determinação e o amor que nos une. Aos 2 como pai e mãe. Aos 4 como família.

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