terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Turbilhão...

Dentro de mim sinto um turbilhão de sentimentos, de memórias...
Quero escrever sobre tudo e quero escrever sobre o nada. Sobre o vazio que ficou no dia-a-dia. Um vazio que sei que nunca será preenchido. Um vazio a que só me resta habituar... muito lentamente. 
As lágrimas por vezes visitam-me, mas obrigo-me a sorrir. Obrigo-me a aproveitar este dia de sol maravilhoso. A dádiva da vida. A mesma dádiva da natureza que já vivi duas vezes. A dádiva da vida que continuo a ter todos os dias com a minha peste doce e as recordações do sorriso constante da minha Ninocas.
Dizem-me corajosa e forte. Não o sou. Apenas me tento agarrar ao que de melhor a vida tem. Ao que de melhor a vida me dá e que tenho. E graças a Deus tenho muita coisa boa. 
Ontem chegou-me este texto do Miguel Esteves Cardoso, que eu tanto prezo, e que tanto diz sobre a perda. A arte e o dom de escrever são mesmo isto: ter o poder de nas entrelinhas passar sentimentos e chegar a quem precisa. 
Obrigada a quem mo enviou e obrigada ao Miguel Esteves Cardoso.

"O tempo é Mestre. E nunca se esquece... apenas fica o que tem de ficar. Do bom a saudade, o amor. Do menos bom a revolta, a frustração. Mas sempre alguma coisa fica. Até que a nossa memória se apague. E é curioso, como as pessoas vão... umas partem para longe, outras para sempre. Mas aquilo que sentimos com maior intensidade por elas, fica eternamente vivo em nós. Não se trata de esquecer, mas de aceitarmos apenas a separação. Processo lento, doloroso...mas o tempo ajuda a por essa pessoa no lugar certo dentro do nosso coração."

3 comentários:

  1. Pois... o MEC tem razão como de costume. A "pessoinha" nunca saiu do coração, temo-nos de nos habituar é á separação, processo lento e doloroso.
    Beijinhos Irininha....

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  2. Esquecer??? Nunca! A ninocas estara sempre connosco... O que custa e a distancia fisica. Um dia o seu Sorriso maravilhoso deixara de trazer as lagrimas que teimam em cair...

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  3. Conheci agora o seu blog através do seu sogro.
    Não a conheço mas sabia do que tinha acontecido através dele e do meu pai que é colega de navio.
    Deixo-lhe aqui um abraço apertado pela coragem.
    Vou começar a segui-la agora pelo blog :) É um exemplo, sem dúvida.
    Um beijinho grande.

    Paula Marcos

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