sábado, 27 de abril de 2013

A maior impotência

Maior do que aquela de não poder salvar a minha Leonor é a de não ter como livrar a Joana das saudades que tem da irmã.
Volta e meia fica chorosa e apesar de a saber uma estrelinha, quere-a de volta. Diz que tem saudades e que está triste. Continuo a explicar-lhe que não pode ser. Aninho-a no meu colo e dou-lhe mimos. Segundos depois, criança como é, chuta a tristeza e sorri falando de outro assunto que nada tem a ver.
Seguimos em frente, com a certeza de que apesar dos seus 4 anos, nunca esquecerá a irmã.
Eu estou a aprender a lidar com esta outra impotência. A de não poder evitar que a minha filha sofra e cresça. Não precisava de ser tão cedo. Mas se assim tem de ser... é de mãos dadas e corações unidos, que em familia, faremos esta caminhada que temos pela frente.

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