segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014

2013 acaba amanhã. Apetece-me dizer até que enfim, mas não sei o que me reserva o futuro, por isso, prefiro ficar-me pelo optimismo e pelas boas expectativas.
Há um ano o que mais desejava era a cura da minha Ninocas. No dia 1 de Janeiro quando cheguei junto dela deu-me o maior sorriso da sua vida. O maior sorriso que guardo eternamente no coração. Esse sorriso encheu-me de esperança, e no final, acho que de força para suportar a sua partida.
O ano foi de inúmeras perdas. Vi a minha mãe sofrer o que escolheu, mas que ninguém merece. A vida da minha avó de sangue e da minha avó afectiva também chegaram ao fim. Já na casa dos 90 ambas deixaram-me a sua história. Este ano também me levou o meu segundo avô. Um homem que tive o privilégio de conhecer e ter como avô através do casamento. Um homem que sempre me marcou e ainda mais, no dia 14 de Janeiro, quando fez questão de se despedir da sua bisneta, a minha Ninocas.
Não quero falar do meu problema do coração, pois quero acreditar que 2014 me traga a cura.
2013 teve muitas coisas más, mas também teve boas.
O sorriso e o cresimento da Joana alegrou os meus dias. Estar longe, mas de mãos dadas, com o amor da minha vida também me ajudou a seguir em frente.
Certezas para já é que 2014 será um ano de mudança. Um ano de desafios. Mas não são todos? Não deveriam ser todos?
2013 foi um desafio porque me fez mudar. Fez-me ver que na vida nada se controla. A importância está na forma como vivemos cada dia, cada relação, cada passo que damos, seja no que for, em que direcção for.
2013 ensinou-me a relativizar e a aceitar.
2013 fez-me ter ainda mais certezas que não sou única nas minhas dificuladades e, infelizmente, na minha dor de perda.
2013 fez-me olhar para os amigos e família de outra maneira.
2013 trouxe-me uma família que sempre "desejei" e que andava "desgarrada".
2013 trouxe-me outras mulheres e outras histórias de força incalculável.
O sentimento de injustiça e revolta fizeram parte deste ano, mas transformei-os em amor, em aceitação.
A minha vida, tal como tantas outras vidas, é feita disto mesmo: de dor e de alegrias.
Estar noutro país, para onde quero vir viver, a passar estes dias, que há um ano eram de inferno, ajuda-me a não pensar no pesadelo, mas também me fazem pensar e muito.
Crescemos com uma série de conjecturas sobre a vida que nos ensinam. Conceitos de que as coisas devem ser isto e aquilo, mas no fim de 2013 para mim, o resumo é este: a vida é feita de perdas, conquistas e desejos. Aprendemos a perder e a deixar ir. Lutamos para conquistar o que nos faz feliz, o que desejamos. E os desejos? Que seriamos de nós sem eles? São os desejos que nos movem, que nos fazem superar as perdas e lutar pelas conquistas que ambicionamos.
Para 2014 desejo-me e a todos os que me são queridos (incuindo o que dedicam algum tempo a ler-me) muitas conquistas e ainda mais desejos.
Feliz 2014

2 comentários:

  1. Sinto cada palavra como se fosse minha. Beijinho grande, e venha 2014!

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