sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Por isto mesmo é que...

... não tenho receio nem pudor em contar as histórias da minha vida e de trabalhar a inventar outras tantas.


A partilha de histórias de vida só nos fazem crescer e tomar consciência do bem precioso que é a vida e a natureza.
Ter consciência da nossa história, ao longo dos anos, ajuda-nos a ser mais serenos e mais bem resolvidos connosco mesmo.
Não tenham medo de assumir e contar, mesmo que em surdina a vocês mesmos, a vossa história.
São as histórias da história da nossa vida que fazem quem somos.
Afinal o que é que fica quando partimos?
A nossa história.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Amor - Parte III

Recebi este video no email em Dezembro de 2012.
Ainda a minha pequenina estava bem de saúde.
Desde sempre que acreditei que o amor é isto.
Mais do que a aparência física.
Mais do que que é suposto ser.
Mais do que é convencionado que seja.
O amor é algo simples...
Mas tão supremo de alcançar, que não é fácil lá chegar...
E muitos, mais do que deviam, não conseguem.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

O amor

Fala-se e escreve-se tanto sobre o amor.
Há teorias e explicações para todas as situações.
Para o principio e para o fim.
Para o mais ou menos.
Até o que não tem explicação, usa a não explicação como a mesma.
A verdade é que o amor é como o pó de fada dos filmes infantis.
Seja por um amigo, um colega de trabalho, pelo companheiro(a), pelo próximo...
Ele surge quase sempre do nada e da maneira mas simples.
Uma palavra trocada. Um olhar fixo. Uma caricia mais atenta.
E se o amor é como o pó de fada porque é que ele não desaparece tão depressa como aparece?
Porque aqui entra o lado humano.
Amar é sentir, mas também é permitir-mo-nos sentir, dar de nós a quem amamos ou até, simplesmente, ao próximo.
Está dentro de nós, do nosso coração, o que alimenta ou não esse pó de fada.
É a nossa vontade. O nosso querer. O nosso saber. A nossa balança da vida.
Porque é que há amigos que amamos de paixão e que só vemos uma vez por ano, e é como se os víssemos todos os dias?
Porque o amor, a entrega a essa amizade está lá.
Não há amor, seja ele de que tipo for, até por um filho, se o nosso coração não está aberto.
Se nós não nos queremos dar.
Se nós não queremos investir nesta magia que nos foi dada de graça.
O amor, às vezes, pode ser quase como a fé. Temos de acreditar para o conseguir manter.
Este pó de fada é frágil e pode ser efémero.
Compete-nos cuidar e fazer dele o que quisermos: que cresça, que morra ou que passe a mágoa, como tantas vezes acontece.
O amor está em todo lado.
Por um momento que seja, olhemos em redor, vejamos onde ele está e no que é que o queremos transformar.
E porque o pó de fada que me calhou me deu tantas pessoas lindas na minha vida (elas sabem quem são) aqui vai um beijo mágico em nome do
amor que nos une.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Saudade

Palavra que só existe na língua portuguesa, isto é, não tem tradução.
Podemos dizer "I miss you", mas não é a mesma coisa.
Quando a Leonor partiu, muitos foram aqueles que me disseram que a Joana por ter, apenas, quatro anos à data, se esqueceria da irmã.
Eu respondi sempre que duvidava. Sei que o tempo nos traz outra vida. Também eu, no meu dia a dia, aprendi a viver com isto e a não me lembrar dela a cada instante.
A Joana não esquece a Leonor. De vez em quando, fala da irmã com naturalidade e diz que tem saudades. Saudável. Diz que gostava que a irmã não tivesse ficado doente para a ter aqui com ela para brincarem.
A cada conversa que temos relativizo tudo. E os dias vão passando com uma Joana feliz, que de vez em quando, tem saudades da mana, que muito desejou.
Ontem, mais uma vez, foi parar de volta de um livro de bebé onde tenho algumas fotos da Leonor. Já lhe tinha explicado o que era e para deixarmos ali bem arrumadinho, que estava bem.
Só que a minha filha tem os genes da teimosia e da persistência, todos elevados ao quadrado, e ontem fez novo ataque. Com olhinhos dengosos pediu-me para ver. Acedi.
Não é muita coisa.
Mas bastou esta fotografia da Leonor, para ela dizer mãe tira uma fotografia, enquanto se apressava a colocar os dedos e a fazer um coração.
Dei-lhe o seu momento. Ficou feliz. Voltámos a arrumar tudo e a noite seguiu com naturalidade.
A vida tem-me ensinado que nada é igual de ser humano para ser humano.
Temos muito a tendência de achar que tudo é igual para todas as pessoas, mas a verdade é que contra todas as expectativas, a Joana não esquece a Leonor.
Acredito que no futuro terá dificuldade em se lembrar do rosto dela, mas a verdade é que mesmo aos 4 anos, já sentimos a ligação e o amor de irmãos. E isso não morre nunca!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tatuagem

Mais do que uma vontade da moda, era uma vontade desde os trinta anos, de marcar algo no meu corpo que tivesse um significado para a vida, já que a mesma se apagará quando eu me apagar desta vida.
O tempo foi passando. Quis o destino que há ano e meio perdesse a minha Leonor e com isso a certeza da tatuagem que queria fazer.
O tempo voltou a passar e, este ano, quando fui surpreendida no meu aniversário com a oferta da tatuagem, estava certa do que queria marcar no meu corpo: as minhas filhas e o que elas significam para mim.
Escolhi o pulso esquerdo. Do lado do coração.
O nome das duas num coração: o amor incondicional.
Uma estrela: símbolo da minha Leonor no céu e da minha Joana, aqui comigo. As minhas duas estrelas guias.
Ser mãe ensinou me que podemos tudo. Que somos muito mais fortes do que imaginamos.
Quis a tatuagem que o topo do coração se assemelhe a uma gaivota. Símbolo da natureza. De liberdade. O mesmo pássaro que vi a subir aos céus depois de me despedir da minha filha. O mesmo pássaro que simboliza o voo grandioso. O que a Leonor já fez, depois de em tão pouco tempo nos ter marcado e a tantos outros, de forma tão forte. O voo grandioso que a Joana fará quando crescer e sair debaixo das minhas asas.
A cada dia que passa, e já lá vão três meses, que estou cada vez mais apaixonada pela minha tatuagem.
Quando preciso olho para ela e toda a vida fica em perspectiva.
Do que as minhas filhas são para mim e do quanto elas me mudaram e fortaleceram para ser uma melhor mãe e ser humano.
A quem ma ofereceu e a quem foi comigo fazer isto o meu eterno obrigada, pois foi, sem dúvida, uma das melhores decisões da minha vida.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sabemos que uma filha está crescida quando...

...nos pega pela mão e nos puxa para dentro do passeio, com ar preocupado, dizendo:
- Anda para aqui que estás quase na estrada!

domingo, 10 de agosto de 2014

Foi há seis anos

Que no dia 8/8/2008 soube que ia ter uma Joana e não um Sebastião, como tanto acreditava que sim.
Foi há seis anos que respirei de alivio naquela ecografia que me retirou todos os medos, que tinha desde a eco das 12 semanas.
Foi no mesmo dia em que começavam os Jogos Olímpicos em Pequim, que tive a certeza que começava esta Olimpiada da Vida, que é ser Mãe.
A Joana é a minha primeira filha e muito mais do que isso.
É a minha âncora à vida.
A luz que me faz seguir na escuridão.
Aquela que me obriga a equilibrar-me nos desafios da vida, tal como ela se equilibra nos brinquedos do parque infantil.