terça-feira, 26 de agosto de 2014

O amor

Fala-se e escreve-se tanto sobre o amor.
Há teorias e explicações para todas as situações.
Para o principio e para o fim.
Para o mais ou menos.
Até o que não tem explicação, usa a não explicação como a mesma.
A verdade é que o amor é como o pó de fada dos filmes infantis.
Seja por um amigo, um colega de trabalho, pelo companheiro(a), pelo próximo...
Ele surge quase sempre do nada e da maneira mas simples.
Uma palavra trocada. Um olhar fixo. Uma caricia mais atenta.
E se o amor é como o pó de fada porque é que ele não desaparece tão depressa como aparece?
Porque aqui entra o lado humano.
Amar é sentir, mas também é permitir-mo-nos sentir, dar de nós a quem amamos ou até, simplesmente, ao próximo.
Está dentro de nós, do nosso coração, o que alimenta ou não esse pó de fada.
É a nossa vontade. O nosso querer. O nosso saber. A nossa balança da vida.
Porque é que há amigos que amamos de paixão e que só vemos uma vez por ano, e é como se os víssemos todos os dias?
Porque o amor, a entrega a essa amizade está lá.
Não há amor, seja ele de que tipo for, até por um filho, se o nosso coração não está aberto.
Se nós não nos queremos dar.
Se nós não queremos investir nesta magia que nos foi dada de graça.
O amor, às vezes, pode ser quase como a fé. Temos de acreditar para o conseguir manter.
Este pó de fada é frágil e pode ser efémero.
Compete-nos cuidar e fazer dele o que quisermos: que cresça, que morra ou que passe a mágoa, como tantas vezes acontece.
O amor está em todo lado.
Por um momento que seja, olhemos em redor, vejamos onde ele está e no que é que o queremos transformar.
E porque o pó de fada que me calhou me deu tantas pessoas lindas na minha vida (elas sabem quem são) aqui vai um beijo mágico em nome do
amor que nos une.

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