quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tatuagem

Mais do que uma vontade da moda, era uma vontade desde os trinta anos, de marcar algo no meu corpo que tivesse um significado para a vida, já que a mesma se apagará quando eu me apagar desta vida.
O tempo foi passando. Quis o destino que há ano e meio perdesse a minha Leonor e com isso a certeza da tatuagem que queria fazer.
O tempo voltou a passar e, este ano, quando fui surpreendida no meu aniversário com a oferta da tatuagem, estava certa do que queria marcar no meu corpo: as minhas filhas e o que elas significam para mim.
Escolhi o pulso esquerdo. Do lado do coração.
O nome das duas num coração: o amor incondicional.
Uma estrela: símbolo da minha Leonor no céu e da minha Joana, aqui comigo. As minhas duas estrelas guias.
Ser mãe ensinou me que podemos tudo. Que somos muito mais fortes do que imaginamos.
Quis a tatuagem que o topo do coração se assemelhe a uma gaivota. Símbolo da natureza. De liberdade. O mesmo pássaro que vi a subir aos céus depois de me despedir da minha filha. O mesmo pássaro que simboliza o voo grandioso. O que a Leonor já fez, depois de em tão pouco tempo nos ter marcado e a tantos outros, de forma tão forte. O voo grandioso que a Joana fará quando crescer e sair debaixo das minhas asas.
A cada dia que passa, e já lá vão três meses, que estou cada vez mais apaixonada pela minha tatuagem.
Quando preciso olho para ela e toda a vida fica em perspectiva.
Do que as minhas filhas são para mim e do quanto elas me mudaram e fortaleceram para ser uma melhor mãe e ser humano.
A quem ma ofereceu e a quem foi comigo fazer isto o meu eterno obrigada, pois foi, sem dúvida, uma das melhores decisões da minha vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário