sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Maria Capaz

Foi hoje publicado o meu texto para a plataforma Maria Capaz. "Ninguém quer falar sobre perder um filho".
Podem lê-lo aqui.

Escrevi-o com o coração a pensar em todas as mães que conheço que sentem o que sinto e em todas as que não conheço e que sei que podem estar ao virar da esquina.

6 comentários:

  1. Descobri-a hoje, através do Maria Capaz.
    Li o seu blog de uma só vez, de forma quase compulsiva!
    Meu Deus... não tenho palavras!
    Tenho quase 31 anos e o desejo de ser mãe começa a nascer agora em mim e no meu marido. Curiosamente sempre quis uma menina, uma Maria Leonor.
    Não sei o que sente uma mãe... mas tenho uma sobrinha, filha da minha irmã, que amo de uma forma descontrolada, e fico sem folego só de imaginar o que seria das nossas vidas se alguma coisa de mal lhe acontecesse!
    Não sei como consegue, mas hoje ganhou mais uma fã (a par da sua filha Joana!).
    Um grande beijinho... a sua filha Leonor está de certeza a olhar por vocês e a Joana só tem motivos para ter uma vida feliz e para se sentir sempre muito orgulhosa da sua mãe coragem!!

    Rita

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    1. Muito obrigada pelas palavras Rita. E força aí nessa vontade. Ter um filho é a melhor coisa do mundo. Mesmo que soe a cliché, é mesmo. Um beijinho

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  2. Cobheci-a hoje, através da partilha de uma amiga...
    Texto brilhante. Fantástico. E que só comprova que os sentimentos de quem perde um filho, são iguais.
    Também eu perdi uma Leonor há 9 meses. Uma Maria Leonor.
    Nasceu adormecida (não gosto de dizer que nasceu morta)... O coração deixou de bater ainda na barriga, às 40 semanas de gestação.
    É como diz a Irina... Sou feliz. Rio-me até mais vezes do que aquelas que julguei ser capaz de rir depois dela ter partido, mas é um vazio... A falta de algo que não volta e não tem como ser substituído.
    Estou com 13 semanas de um novo sonho... E sei que dessa vez vou ter um final diferente da na minha história :)

    Um Beijinho... E obrigada por este texto tão lindo, que me encheu a alma <3

    Tainá.

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  3. Descobri-a hoje no Maria Capaz. Li, reli e voltei a ler o seu texto. Chorei que nem uma Madalena, por si e por todas as Mães que conheço que passaram por aquilo que nenhum pai deveria passar.
    Não perdi um filho, graças a Deus estão bem e recomendam-se, mas perdi 1 ramo da minha família de uma assentada. Nessa tragédia em que morreram 5 pessoas, perdi 2 sobrinhos com 4 e 6 anos. A dor é indescritível, atordoante, deixamos de ver, de ouvir, até perdemos a capacidade de emitir sons, tal não é a dor que nos invade. Acompanho a estoicidade dos meus sogros que, de repente perderam a nora (que adoravam como filha), 2 netos e ficaram com um filho a cargo, de tal forma incapacitado que só sobreviveu 8 anos graças à dedicação dos Pais, que deixaram de viver para salvar o filho.
    Nada volta a ser como dantes, resiste-se à custa das memórias preciosas e de uma aceitação por vezes quase impossível.
    Tal como no caso da Irina, com enorme coragem, esta família conseguiu voltar a sorrir e a ser feliz, mas passados 20 anos sobre a tragédia, a verdade é que continuam connosco, presentes, e vão continuar por todos os dias da nossa vida.

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    1. Muito obrigada pela partilha. São histórias como a sua que me dão ainda me fazem crer mais que o caminho tem de ser o da força e o da coragem. Mesmo que por entre lágrimas que nos assaltam de vez em quando. Sejam felizes. um beijinho

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