quinta-feira, 19 de março de 2015

A vida e o tempo

Esta semana  tive acesso à fotografia que tinha pedido há uns meses da palmeira que foi plantada em casa de familiares dos meus familiares, em Moçambique, em honra da minha Leonor.
Ela teria já dois anos e meio e a palmeira faz dois anos e dois meses que foi plantada, mais ou menos. Separa-as os quatro meses de vida Leonor.
Penso tantas e tantas vezes em como seria agora a minha ruivinha.
Olhar para a palmeira e vê-la a crescer, acabou não por me entristecer, mas por me aquecer o coração.

A Leonor cresce na minha saudade e no amor que lhe tenho e aquela palmeira cresce em terras africanas em sua memória.
Muitos passarão por ela e elogia-la-ão sem saber o quanto significa do lado de cá.
Há pouco tempo foi publicada a notícia de que as nossas cinzas, num futuro bem próximo, poderão ser plantadas na raiz de uma árvore.
Para mim faz todo o sentido. É dar mais um sentido à nossa vida na hora da nossa morte.
É isso que vou querer para mim.
Eu, uma árvore no Guincho com uma palmeira em Moçambique.
Afinal a vida e a morte podem ser muito mais do que a tristeza e a saudade. Há como lhe dar sentido. Basta ter o coração aberto.

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