quinta-feira, 19 de março de 2015

Feliz Dia do Pai

Quase a fazer 38 anos sinto cada vez mais falta do meu que partiu há quase 21 anos.
Das memórias de infância guardo poucas, porque cedo a doença o roubou e o consumiu durante sete anos.
Mas recordo os passeios de domingo com o meu irmão mais novo, a sua loucura pelo Sporting, o seu cravo vermelho na lapela a cada dia 25 de Abril (porque ele esteve lá quando tudo aconteceu).
Conheço o pai das minhas filhas como pai há seis anos e mesmo, apesar, da distância admiro-o pelo espírito de luta que o levou a ir além fronteiras, convicto do lutar pelo futuro da filha.
Ser Pai não é tão linear como se possa querer fazer. Tal como ser Mãe.
Por isso, o mais importante no dia de hoje e em todos os dias do ano é que os Pais saibam amar os seus filhos e receber isso de volta.
Porque o que liga um pai a um filho e vice-versa é o amor que partilham, a cumplicidade. Não é algo que seja de todos, mas é algo que pode ser construído por todos.
Quis o destino que o Pai das minhas filhas o seja, há algum tempo, à distância de uma vídeo-chamada, mas como digo sempre que é preciso: nunca me arrependerei de o ter escolhido para Pai das minhas filhas. E no que depender de mim, a minha filha, será sempre a mais orgulhosa das filhas.
Feliz Dia do Pai

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